INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
COMEÇO DE CONVERSA – PARTE 1
Capítulo 1
Quando estudamos História vemos ou nos deparamos com imagens que retratam um passado muito distante, observamos formas de viver que parecem ter pouca ou nenhuma semelhança com a nossa. As roupas, os hábitos de outras épocas são estranhos, assim como as crenças e a forma como a vida em sociedade era organizada. Toda essa estranheza ocorre por quê, para nós, nossa forma de viver parece normal e as pessoas de nossa época parecem mais esclarecidas e evoluídas.
Para entender essa diferença, imagine que você se seus amigos fosses levados para o século XV, chamados para um julgamento em que tivessem de decidir sobre a inocência de uma menina de 8 ou 9 anos acusada de bruxaria. Como prova contra ela, estaria o fato de que a menina permanecia saudável, enquanto os irmãos e os pais estavam sofrendo de uma grave doença. Você e seus amigos certamente conseguiriam pensar em vários motivos que inocentassem a menina, mas as pessoas da época estariam convencidas de que da culpa da criança, fazendo com que fosse necessário muito esforço até mesmo para fazê-la cogitar uma possibilidade diferente da culpa.
Diante de uma situação como essa, é possível afirmar que nas pessoas de nossa época são realmente mais capazes de tomar decisões mais justas? Analisando a nossa Constituição, percebemos que, por terem passado por diversos processos históricos, as formas de punição são menos cruéis, desse modo não se ocupam em condenar alguém à morte por pensar ou agir de forma diferente da maioria.
Mas a verdade é que, enquanto achamos o século XV atrasado, pela crueldade de alguns acontecimentos, as pessoas do século XV, na época em que viviam, devem ter se achado mais justas e evoluídas, atribuíndo o atraso a quem viveu em épocas anteriores.
