Santa Hildegarda, uma doutora sem diploma



Nascida em Bingen na Alemanha. Hildegarda veio de uma família católica e nobre, uma família rica da alta sociedade Alemã. Quando completou 8 anos de idade, foi para um convento Beneditino também na Alemanha, onde recebeu não só educação básica como também uma formação sobre espiritualidade. Mais tarde decide entrar definitivamente para a Ordem Religiosa das Beneditinas, e vai sem nenhum impedimento, até porquê ela já morava lá.


Anos depois, a Madre Superiora faleceu. E Hildegarda assume o "cargo" por aclamação das outras irmãs que ali morara. Sendo assim, se torna Madre Superiora não só daquele convento mas também de outros 2 (dois) que ela mesma tinha fundado, ambos na Alemanha.


Santa Hildegarda é um assunto interessante para se tratar aqui porque ela sim foi uma verdeira peregrina da alma. Uma mulher mística, vida contemplativa, doutora da igreja, médica informal, botânica, compositora de cantos magníficos e muito mais. Ela foi uma das primeiras mulheres a receber o título "Doutora da Igreja". Visto que a maior parte dos doutores da igreja são homens. Mas aliás, o que ela fez para receber este título? 


Ela pegava ervas medicinais, que as pessoas nem sabiam que era medicinal e transformava em remédios para doar aos pobres. Descobriu coisas que nem os maiores pesquisadores da época sabiam, e sem nunca ter passado por faculdade; nem nada do tipo. Somente a educação do convento. Ela escrevia e ensinava segundo o coração, era uma verdadeira mística. Escreveu um livro também sobre a flora o "Pyisique medicina" além de vários outros livros.


Por ser mística ela teve diversas visões com o Sagrado, vendo criaturas extraordinárias em sonhos e visões. Criando um alfabeto só para dar nome a esses seres sobrenaturais. Mas não era pouca coisa não, não era um sonho "uma vez na vida outra na morte" não. Era visões contantes pois a relação com Deus era constante. Via o extraordinário porque tinha uma mente e um coração aberto a isso. Era uma mulher de oração.


Faleceu no dia 17 de setembro, dia de sua memória facultativa na Igreja Católica Apostólica Romana. Faleceu num convento, aos 81 anos de idade. E uma curiosidade é que na época que ela faleceu, o convento tava em crise porque ela permitiu que um homem que havia sido excomungado da igreja fosse sepultado no cemitério de um de seus conventos. Sendo assim, como consequência as irmãs ficaram sem receber os sacramentos por muito tempo. Porém, um pouco depois de sua morte está privação foi absorvida e as irmãs voltaram a receber os sacramentos da igreja. 


Não demorou ser canonizada já que ela era muito conhecida as pessoas deram um excelente testemunho de sua vida. Seu nome foi escrito no Martirologo Romano no século XVI pelo Papa Gregório. E depois, quando os cientistas viram todas as descobertas extraordinário de Santa Hildegarda na medicina e a igreja considerou os poemas e os cantos maravilhosos dela, chegou na conclusão que ela deveria ter o título "Doutora da Igreja" pois teve uma obra magnífica na medicina e era uma mística extraordinária. Sendo assim, em Outubro de 2012, o Papa Bento XVI lhe concede este título.


Que Santa Hildegarda interceda por nós, nos ensine a viver segundo o coração. Nos ensine a abrir nossa mente humana ao sobrenatural. E que derrame as copiosas bênçãos do céu.


Amém!

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